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Não há nada do que havia;
Como pude deixar tal afirmação me abalar? Reafirmação na verdade, pois também não há nada que eu já não soubesse.
No entanto, me apaixonei pelos meus sonhos, me perdi nas suas ruas, me encontrei nos olhos do inexistente. Evitei o caminho de volta, apaguei completamente a minha única chance de ser real, a minha única chance de acordar. Meus tropeços e tombos avisam-me que já é hora de deixar a mim mesma para trás. Mas como poderia eu, me abandonar? Que direito eu teria de me esquecer, sem ao menos antes, tentar me entender ? Existe sim, alguma coisa. No fundo isso é notável. Mas agora, só há certeza das incertezas. O eterno “não saber” que me incita a continuar me perdendo nesses caminhos inseguros, nesses olhos inexistentes…
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